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quarta-feira, dezembro 05, 2007

porque o natal está aí...

foto daqui

christmas card from a hooker in minneapolis - tom wait


hey Charley I'm pregnant
and living on 9-th street
right above a dirty bookstore
off cuclid avenue
and I stopped taking dope
and I quit drinking whiskey
and my old man plays the trombone
and works out at the track.

and he says that he loves me
even though its not his baby
and he says that he'll raise him up
like he would his own son
and he gave me a ring
that was worn by his mother
and he takes me out dancin
every saturday nite.

and hey Charley I think about you
everytime I pass a fillin' station
on account of all the grease
you used to wear in your hair
and I still have that record
of little anthony & the imperials
but someone stole my record player
how do you like that?

hey Charley I almost went crazy
after mario got busted
so I went back to omaha to
live with my folks
but everyone I used to know
was either dead or in prison
so I came back in minneapolis
this time I think I'm gonna stay.

hey Charley I think I'm happy
for the first time since my accident
and I wish I had all the money
that we used to spend on dope
I'd buy me a used car lot
and I wouldn't sell any of em
I'd just drive a different car
every day dependin on how
I feel.

hey Charley
for chrissakes
do you want to know
the truth of it?
I don't have a husband
he don't play the trombone
and I need to borrow money
to pay this lawyer
and Charley, hey
I'll be eligible for parole
come valentines day.

quarta-feira, julho 25, 2007

terça-feira, julho 24, 2007

puta....





«(...)
A SRA. DE SAINT-ANGE, desfalecida -
Ai, que eu morro, porra!... Que gosto eu tenho em mexer no teu caralho ao mesmo tempo que me venho!,.. O meu desejo era que ele me inundasse de esporra!... Masturbai-me!... Chupai-me, com mil raios... Como eu gosto de fazer de puta quando o meu esperma se ejacula assim!... Pronto, não posso mais... Destes cabo de mim... Em toda a minha vida julgo não ter sentido tanto gozo.

EUGENIA - E que feliz eu estou de ter sido a causadora! Mas há mais uma palavra, amiga, que deixaste escapar e que eu não entendo. Que entendes pela expressão puta? Desculpa, sabes, mas estou aqui para me instruir.

A SRA. DE SAINT-ANGE - Desse modo são chamadas, minha linda, aquelas públicas vítimas do deboche do homem, sempre prontas a entregar-se às suas vontades e interesses; essas felizes e respeitáveis criaturas que a opinião pública difama, mas a quem a volúpia coroa e que, sendo muito mais necessárias à sociedade que as recatadas, têm a coragem de, para a servirem, sacrificarem a consideração que essa sociedade ousa arrebatar--Ihes injustamente. Vivam aquelas que se sentem honradas com este título. Elas é que são as mulheres verdadeiramente amáveis, as únicas realmente filósofas! No que me diz respeito, querida, há doze anos que trabalho para merecer esse título e asseguro-te que, em vez de com ele me ofender, antes me divirto. Mais ainda: gosto que me chamem assim ao mesmo tempo que um homem me fode; uma injúria que me pega fogo à cabeça.

EUGENIA - Ai, faço ideia, amiga; não me sentiria irritada se mo chamassem, e menos ainda se merecesse tal título; mas a virtude não se opõe a esses maus comportamentos, não a ofenderemos comportando-nos como nos comportamos?

DOLMANCÉ - Oh, Eugenia, renuncia às virtudes! Haverá algum sacrifício oferecido a essas falsas divindades que valha um minuto dos prazeres que se gozam quando as ultrajamos? Ora... a virtude é uma quimera cujo culto consiste só em perpétuas imolações, em revoltas sem número contra as inspirações do nosso temperamento. Poderão semelhantes movimentos ser naturais? Será que a natureza nos aconselha a que a ultrajemos? Não te deixes levar por essas mulheres a quem ouves chamar virtuosas, Eugenia. Elas, se assim o quiseres, não servem as mesmas paixões que nós servimos, mas têm outras e muitas vezes mais desprezíveis... São a ambição, o orgulho, os interesses particulares e até muitas vezes a simples frigidez de um temperamento que a nada as faz mover. Eu só pergunto se temos algum dever para com semelhantes criaturas. O que elas seguem não serão apenas as impressões do amor-próprio? Será melhor, mais inteligente, mais propositado sacrificar ao egoísmo ou sacrificar às paixões? Quanto a mim, acho que uma coisa vale a outra; e aquele que só escuta a voz das últimas tem certamente mais razão, pois ela é que é o autêntico órgão da natureza, ao passo que a outra é a voz da estupidez e do preconceito. Uma só gota de esporra ejaculada deste membro é para mim mais preciosa, Eugenia, que os mais sublimes actos de uma virtude que eu desprezo.

EUGENIA - (Tendo-se restabelecido uma certa calma durante essas dissertações, as mulheres, cobertas com suas vestias, encontram-se reclinadas sobre o canapé, sentando-se Dolmancé junto a elas, numa poltrona larga.)
(...)»
filosofia na alcova - Marquês de Sade - download do livro aqui


mulher da vida, cais do sodré