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sexta-feira, janeiro 21, 2011

isto estáva quase moribundo...


quando por causa deste post, nos últimos dias, a media de visitas desta recanto passou de míseros 20 para 6020...

cá para mim vieram todos enganados...

assim, e como a data está em concordância com o post em causa, aqui fica mais uma foto da mesma série...

curiosamente a pergunta mentem-se quase a mesma...

o que valerá mais, um voto nulo ou um voto em branco?

quarta-feira, novembro 24, 2010

quarta-feira, setembro 29, 2010

pensamento do dia...



a arte de guerrilha é a nova arma de intervenção...

sexta-feira, setembro 10, 2010

de que lado da barricada queremos estar?


"Como autor da fotografia Lagos 1979 indevidamente publicada na capa e no editorial da vossa revista n.º 19, de Junho de 2009, venho pois exercer o meu direito de resposta.

I – Uma prova desta fotografia, exemplar único em platinotipia sobre papel de arroz japonês, pertence à colecção do C.A.V., Coimbra. Os direitos de reprodução da mesma são e serão sempre meus. No entanto, um ficheiro em alta definição da minha obra foi enviado à vossa redacção, a vosso pedido, para utilização da mesma como capa, não tendo eu sido contactado nem pelo C.A.V., nem pela Artes & Leilões, a fim de conceder ou não autorização para publicação.
Este abuso revela uma falta de ética inaceitável.

II – Fui confrontado com a capa da revista já impressa utilizando não só a minha fotografia na vertical (horizontal no original), reenquadrada e sobre a qual foram inscritas as chamadas de capa a cor-de-rosa!!!
Não vejo como um gráfico profissional possa ainda cometer devaneios deste tipo, nem vejo como pode escapar a um editor de uma revista de arte semelhante deturpação de uma imagem.
Reina em todo este processo a total irresponsabilidade, o maior desprezo pelos meus direitos de autor e pela minha obra. Quando confrontei o director da revista, foi-me dito com condescendência que deveria “estar contente com a publicação em capa da imagem” e que o mesmo facto “faria subir a minha cotação no mercado” (!?!). Tudo isto com a maior das ingenuidades, atributo da prepotência vigente.

III – No interior do dito n.º 19, na página 5, aparece de novo a fotografia, desta vez, a ilustrar o editorial. Vejo-me pois obrigado a contestar o uso da mesma à luz do conteúdo do texto que passo a citar: “Da primavera aos pares, de beijos húmidos, de arte no quarto, passamos ao verão colectivo, de abraços abrasadores nas feiras, de arte ao sol.” (…) “E, como os tempos quentes são tempos de eleição, tempos de arte na praia, fomos todos ao Algarve, ao novo Hotel Tivoli Victoria, em Vilamoura, para um Debate Papo sobre o turismo cultural, em antecipação do Art Algarve 2009…”
Oponho-me a que a minha fotografia ilustre tão leviana prosa.

IV – Finalmente, não posso deixar de me demarcar do evento cultural em que fui envolvido à minha revelia. O Art Algarve, subsidiado pelo Ministério da Economia via Turismo de Portugal, parece estar preocupado com tudo menos com arte. A Arte, tal como eu a vivo (parte dos três grandes A: Amor, Amizade, Arte) só o pode ser verdadeiramente não estando vinculada a qualquer poder. Não é aqui o caso, pois a promiscuidade entre instituições bancárias, política, gastronomia, museus, hotelaria e colecções privadas deixou de ser invisível. Mais, é motivo de orgulho e de progresso! Serve para dar de comer a comissários, directores de museus, de revistas, promotores imobiliários, chefes de cozinha, enólogos, jornalistas e toda uma fauna social faminta de protagonismo.
Demarco-me de tudo isto. Estou do outro lado da barricada. Não vou a banhos ao Algarve, não aceito almoços gratuitos, nem estou presente nas inaugurações sociais. A realidade que vejo e fotografo é infelizmente bem mais pobre. É para mim obsceno ouvir falar de mais um hotel de 5 estrelas, de mais um campo de golfe, de mais uma pousada num monumento nacional, num país onde a fome já não pode ser ignorada, tudo isto a bem da visão economicista da cultura.
A fotografia Lagos 1979 foi como a data indica tirada há 30 anos. Representa a mãe do meu filho na água de um Algarve infelizmente perdido. É grave que uma imagem do paraíso sirva para promover o inferno do betão povoado de turistas tatuados cuja única preocupação é bronzear, beber cerveja e bovinamente contemplar plasmas de televisão depois do pôr-do-sol.
Espero que estes abusos de utilização não se voltem a repetir, nem comigo, nem com os artistas que não ousam reclamar."

Paulo Nozolino
daqui

quinta-feira, julho 08, 2010

portuguese human cctv



"As most who live in or visit Lisbon and most southern European cities will know from experience, there exists an eagle-eyed population of women who spend their days keeping watch over the street outside their window, one phone call away from reporting any wayward activity to the police – in effect, functioning as an alternate version of CCTV in these neighbourhoods. So within Collective CC’s intervention – in addition to the clever re-contextualization of the role these women serve – is another great visual joke. The signs that Collective CC has secretively placed beneath these women’s windows is a perfect copy of the omnipresent Securitas security/CCTV company visual identity."...

terça-feira, junho 08, 2010

pensamento do dia...

tirada ali perto do braço de prata

"Is graffiti art or vandalism? That word has a lot of negative connotations and it alienates people, so no, I don't like to use the word 'art' at all"

sexta-feira, maio 07, 2010

cataclismos em forma de obras de arte...


stockhausen chocou toda a gente quando disse que os acontecimentos de 11 de setembro podiam ser considerados "a maior obra de arte que alguma vez existiu"

Well, what happened there is, of course—now all of you must adjust your brains—the biggest work of art there has ever been. The fact that spirits achieve with one act something which we in music could never dream of, that people practise ten years madly, fanatically for a concert. And then die. [Hesitantly.] And that is the greatest work of art that exists for the whole Cosmos. Just imagine what happened there. There are people who are so concentrated on this single performance, and then five thousand people are driven to Resurrection. In one moment. I couldn't do that. Compared to that, we are nothing, as composers. [...] It is a crime, you know of course, because the people did not agree to it. They did not come to the "concert". That is obvious. And nobody had told them: "You could be killed in the process."


agora o colectivo UBERMORGEN desenvolveu um trabalho que tem como base a noção que o derrame de petróleo no golfo do méxico será uma obra de arte única, uma pintura a óleo com 150 000 m2

"Finally oil painting has evolved into generative bio-art, a dynamic process the world audience can watch live via mass media. Never before has this art form been as revelant and visible as today - only 9-11 was nearly as perfect, but in the genre of performance art. An oil painting on a 80.000 square miles ocean canvas with 32 million liters of oil - a unique piece of art."

segunda-feira, março 01, 2010

corrector ortográfico filipe...



betão em inglês diz-se "concrete" e não "beton"...

quarta-feira, novembro 18, 2009

pensamento do dia...


há coisas que só fazem sentido fazer se for para ser a sério...

segunda-feira, agosto 11, 2008

barricadas improvisadas...


barricadas inproviseés - joão tabarra

"Vivemos num mundo cada vez mais global e estandardizado. Estamos cada vez mais habituados a guerras no horário nobre das televisões, a presidentes que visitam as suas tropas no Dia de Acção de Graças com perus assados a fingir, a arquitectos ou jogadores de futebol que são sobretudo marcas...

O espaço público, outrora um local de encontro e comunicação para os cidadãos, transformou-se numa esfera pública global, ou seja, num ponto de comunicação feito de imagens e representações fixadas no tempo e no espaço por ecrãs.

Somos testemunhas da falta de escrúpulos requerida para sobreviver no mundo dos grandes negócios, da crescente intolerância perante a "diferença", do controlo e das restrições impostas à liberdade individual.


Progressivamente, somos pressionados no sentido de nos tornarmos consumidores em lugar de cidadãos e, quase sem disso nos apercebermos, somos programados para escolher de entre uma grande variedade de sopas instantâneas, roupas para usar, carros para conduzir, filmes para ver, políticos em quem votar e ONGs para apoiar."
montse badia na anamnese

segunda-feira, julho 14, 2008

um cadáver mais ou menos esquisíto... o resultado

o desafio do ÿpslon passa-o-texto-a-outro-blogueiro-e-não-ao-mesmo chegou ao fim...



e resultou muito bem, sem dúvida uma boa iniciativa que espero não ficar por aqui, fico então à espera de novos textos, novas ideias...

ficam aqui os resultados das duas estórias:




quinta-feira, junho 05, 2008

eu não vou...

montagem daqui

afinal não vou... mas vou ali ver coisas maravilhosas...

segunda-feira, maio 26, 2008

um cadáver mais ou menos esquisíto...



Aquela manhã de nevoeiro disperso estava a acordar aos poucos. Tal como aqueles olhos que iam abrindo de mansinho, a medo, e ficaram focados na janela gigante que dava para a praceta onde permanecia uma estátua de um qualquer marquês. Pôs-se de joelhos, com as mãos amarradas atrás das costas, e levantou um pouco a cabeça. Torceu todo o corpo para a esquerda e só então conseguiu lembrar-se do que tinha acontecido.

(ÿpslon, www.vitaminaY.blogspot.com)


A memória chegava-lhe em imagens difusas, ele sabia que situação onde se encontrava era mais do que uma manhã embaraçosa depois de uma noite que não quis passar sozinho. A cada expiração, a dor lembra-lhe da posição do seu corpo contorcido... os olhos a custo procuravam alguma familiaridade naquele quarto-jaula, param no preciso instante em que o pé toca em algo, foca uma mulher, leonor, uma imagem difusa da noite anterior, também atada, contorcida, de olhos fechados, a começar a murmurar repetidamente…
- “como fomos capazes…como fomos capazes…”

(indigente andrajoso, www.indigenteandrajoso.blogspot.com)


esta é a minha resposta a este desafio do ÿpslon, onde, em jeito de escrita livre dos cadáveres esquisitos surrealistas, se constrói uma narrativa, aliás duas narrativas com o mesmo início, 20 pessoas, 10 em cada história e sem um fim definido...

segue o texto a partir da borboletas na barriga

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

e se fosses de outra estirpe?

original - masculino - asiática
afro caribenho - velha - botticelli

encontrei esta pagina no vitamina y, faz o upload da tua cara e vê como serias de outro género, etnia, idade ou pintado por um pintor famoso...

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

ralhar sem razão não tem lá muita piada, não…





mantra of resurrected shit - heretic: jeux des dames cruelles - naked city





todos somos vítimas de spam, vendas de pennis elargement kits, medicamentos, cartões de crédito, etc., mil e uma coisas que nos querem vender…

é claro que receber publicidade não endereçada é muito chato, mas mais chato ainda são aqueles mails de casos da vida real, ora são crianças desaparecidas, mitos urbanos, cães para oferecer, histórias de produtos duvidosos, dádivas de sangue, etc. muitos deles enviados na primeira pessoa “é verdade, é um amigo meu…”

a maior parte parte desses mails virais não tem o mínimo de fundamento, ou nunca tiveram ou simplesmente ficaram fora de prazo e relatam acontecimentos à muito passados

recebi à tempos um mail de indignação profunda pelo facto de Serralves ter dado dinheiro de subsídios estatais para financiar esta exposição de (em bom calão) entradas do corpo, ou seja o senhor que enviou o mail não achava lá muita piada que o dinheiro dos seus impostos fosse aplicado a fotografias ampliadas e ânus…

todos nós temos direito à indignação, não vou discutir isso, agora convêm é mesmo ver a legitimidade dessa indignação…

andei aqui pesquisar e não encontrei nenhuma referencia ao autor das ditas fotos, também estive a ver a listagem de exposições de Serralves e nada, pelas fotos percebe-se perfeitamente que aquilo não é Serralves… foi o que consegui apurar, mas posso estar errado…

assim sendo, vá lá um pouco mais de informação na indignação…

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

lembram-se do quadro rasgado?

'Concept Spatiale', Lucio Fontana

vale a pena ver o video...

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

frustração...



e passar na sala precisamente ao lado onde está o quadro que tanto se queria ver e descobrir que está interdita porque está a ser montada a maior exposição feita do seu autor que inaugura no dia em que se tem que regressar numa hora que não dá para voltar...

pelo menos agora...

sexta-feira, janeiro 11, 2008

uma imagem e uma música...

no vitamina y encontrei um projecto muito interessante, basta escrever o nosso nome e um título, escolher o número de imagens e o seu tamanho, e será feita uma busca aleatória pelo google usando o titulo a partir desta busca será composta uma imagem...

o título é indigente andrajoso e a imagem resultante é esta


clica aqui para fazeres a tua


tambem fica aqui uma musica, porque me apetece

sway - markus stockausen