combater fogo com fogo, ou uma outra forma de ver o casamento homosexual...
tive uma professora que insistia no conhecimento das leis, não de uma forma subserviente mas de uma forma subversiva… A ideia é: “quanto melhor conheceres as leis mais facilidade tens em dobra-las, contorna-las, mover-te nas suas entrelinhas”… afinal é isso que os advogados fazem…
fiquei a acreditar mesmo nisto...
não sendo um conhecedor das leis deste país, estava aqui a pensar umas coisas em relação ao casamento entre pessoas do mesmo sexo…
nem quero comentar a discussão que anda por aí, igrejas, estados, partidos, preconceitos, ideias feitas, etc., muita razão e razão nenhuma…
a principal questão em causa é uma aceitação social de um conceito novo, a assunção de algo que já existe à muito tempo, a relação entre pessoas do mesmo sexo…
aqui não há muito a dizer, por mais que esperneiem é uma realidade à qual não podem fugir… inclusivamente penso que alterar essa realidade contradiz a própria noção de liberdade que esta terra tanto precisava…
no entanto a negação cria um vortex de falta de liberdade, contra-liberdade por omissão…
e se a própria lei contivesse a possibilidade de existir o casamento de pessoas do mesmo sexo sem este ser casamento civil?
sendo o casamento um acto legal, estamos a falar de leis, o casamento é um contrato entre duas pessoas definido nos termos etc..etc..
e se duas pessoas fizessem um contrato, ou uma série de contratos, que no seu conjunto cobriam todos os pontos do contrato do casamento?
mais uma vez digo que não sou conhecedor das leis, mas se duas pessoas tiverem uma união de facto, a questão fiscal fica resolvida, se duas pessoas fizerem um testamento com as características dos direitos de sucessão presentes num casamento? Se for feita uma procuração de ambas as partes não fica resolvida as questões de representação legal? Se houver filhos, não poderá ser instaurado um processo de adopção ou delegação de um tutor legal? não poderia este contracto cívico ter inclusivamente alíneas que contemplem situações de separação, como o divórcio?
seria uma espécie de pack de casamento do séc. XXI, um verdadeiro acto de guerrilha onde realmente faz mossa…
faz sentido? será que isto é assim tão disparatada esta guerra de fogo com fogo?


















