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terça-feira, março 17, 2009

quem quer um loft fresquinho? quem?





a time out, com razão, indicou recentemente este maravilhoso loft como oportunidade da semana e diz assim...

Só o facto de ser em Campo de Ourique já vale vários pontos. Depois é a graça que o apartamento tem. Cá em baixo uma salinha amorosa, a cozinha e a casa de banho. Lá em cima, numa mezzanine, a cama.

e para provar que é mesmo fresquinho, nada melhor que abrir as janelas ao som de saint germain...


St Germain - Tourist - Sure Thing



o mais fantástico no meio disto tudo é que está à venda e deste modo a possibilidade de se proliferar a alegria que é ter um loft no meio de lisboa...

basta ir ao site das casas sapo que está lá tudo bem explicado, ou então entrar em contacto comigo, que eu meto as coisas a mexer...

quinta-feira, outubro 23, 2008

os bobos dizem a verdade...

foto do net

antigamente, antes do tempo do outro, apenas o bobo da corte podia dizer a verdade cara a cara à monarquia, sem correr o risco de ser empalado, hoje os comediantes fazem o mesmo, se juntarmos inteligência na equação podemos estar perante verdadeiros filósofos críticos da contemporaneidade...

a subtil recomendou e fiquei fã de george carlin, humor negro, inteligência e muito dedo na ferida...



segunda-feira, junho 16, 2008

e de repente apetece mesmo correr todo nú...




quem me conhece sabe que de vez em quando me ouve a dizer a expressão "correr todos nús aos gritos" ou " em tal sítio todos nus com duas pedras nos bolsos"...

sim tenho a panca de andar todo nu aos saltos e pinotes... e no entanto um dos meus pesadelos é estar nu... vá-se lá compreender...

já tinha feito referência a gobbledigook dos sigur rós, agora a indigo mostra o video... e realmente faz sentido

e agora quem me tira esta vontade de fugir daqui e ir correr todo nú com duas pedras nos bolsos?





segunda-feira, maio 19, 2008

desafio


“alguma vez falhaste?
alguma vez tentaste?
tenta outra vez.
falha outra vez.
falha melhor.”

samuel beckett


este texto é a resposta a um desafio lançado pela super m do blog "ninguém sabe...".
são-nos pedidas seis palavras (uma frase pequenina, minúscula mesmo...) para uma muito curta biografia (há quem opte por um conceito) e podemos dar-lhes ênfase com uma imagem.

devemos colocar um link para quem nos desafiou e por nossa vez desafiar cinco blogs, avisando-os deste mesmo convite.


foram desafiados isabela, ar, carlopod, umbíguo e purita

quarta-feira, março 26, 2008

aniquila...


Como se aniquila o tempo? Como podemos prolongar este momento? Como posso morrer várias vezes e ter tanto prazer?
Aniquila para anular, para tornar sem efeito a vida.
Aniquila para destruir e transformar em nada.
A destruição leva-nos a que tudo caia no vazio. A vida deixa de fazer sentido e aqui eles só têm uma alternativa, esperar pela morte.
Depois tudo volta sempre ao início. Depois a vida volta sempre ao início, transformando-se num ciclo incompleto.
Aniquila o tempo, aniquila a espera. Aniquila nunca será definitivo, porque ficará sempre qualquer coisa por aniquilar.
Não consigo sentir o tempo. Aniquilo o tempo para não ter de me lembrar.
Não te reconheço, mas não me consigo lembrar de te esquecer.
A memória não é de confiança.

Susana Vidal


+ informação / fotos

terça-feira, novembro 06, 2007

quentes e boas...

fotos daqui

partilho a efeméride deste segundo verão, quis a sina que eu viesse ao mundo na véspera de são martinho, altura em que o sol afugenta o frio...

sinto que o verão também renasce todos os anos para mim...

conta a estória religiosa que o santo, na altura soldado romano, ofereceu a sua capa real a um mendigo numa noite de frio... depois há aparições, castigos e perdões pelo meio, como toda a boa lenda/prova divina...

como essa parte não posso controlar e parece que o verão renasce mesmo todos os anos, prefiro a parte pagã, a celebração do vinho novo e o seu tributo ao "padroeiro dos bêbados", são martinho de tours...

pelo meio há castanhas...

dita a altura que elas tem que ser quentes e boas, bem regadas com água-pé sempre aconchegadas por amigos em morna tertúlia de fim de dia...

dias cada vez mais curtos, noites cada vez mais longas...


este ano calha a um sábado, já tenho o barro furado em forma de assador, brasas, vinho e amizades, falta o sítio...

à falta de melhor sorte, há fugareiros em monsanto sequiosos para serem acendidos, mas não queria ir tão longe...

em alternativa não sei mais... alguma sugestão?

segunda-feira, outubro 22, 2007

the heart knows better... david sylvian




o concerto tinha-me passado ontem ao lado, pensava que era outro dia...

hoje vi que foi cancelado, espero que regresse e que eu esteja mais atento... porque vale mesmo a pena...

the heart knows better

quinta-feira, outubro 18, 2007

exposição...



Nos dias 19-20, 26-27 de Outubro e 02-03 de Novembro de 2007 realizar-se-á a exposição «OUTRO SOB VÁRIOS ASPECTOS» na TABERNA TOINO DA CUNHA, Rua Condessa da Junqueira, nº 98, em ALMEIRIM.

A exposição pretende abordar a temática do "outro" - a influência exterior na criação individual - através de diferentes suportes e perspectivas. Para além disso, haverá também um conjunto de acontecimentos paralelos impulsionados pela mesma temática:

Intervenientes:

Escultura - Ricardo Manso
Vídeo - João Manso
Design - Tiago Marques
Fotografia - Filipe Bonito
Instalação - João Cavaleiro
Música - Pedro Azinheira

Sexta 19 de Outubro
22:00 Inauguração + Conversa sobre a exposição com convidados

Sábado 20 de Outubro
18:30 Workshop de desenho orientado por Ricardo Manso
22:00 - Concerto com Gume Lume

Sexta 26 de Outubro
22:30 Projecção do documentário "Arritmia" realizado por Tiago Pereira

Sábado 27 de Outubro
17:30 - Projecção de curtas de animação
22:00 - Concerto com Bubble Bath

Sexta 2 de Novembro
22:00 - Concerto com Campino Project

Sábabo 3 de Novembro
18:30 - Workshop de layout orientado por Tiago Marques
22:00 - Performance "Sem nome, alguns acontecimentos não identificados" por elementos do GTIST + Festa de encerramento com selecção musical de Artur Gil

mais informação em expovariosaspectos.blogspot.com

segunda-feira, agosto 13, 2007

"abricot-fendu"



nan goldin



erotico (the burglars)- john zorn



nunca li o opus pistorum de henry miller, foi-me lido numas férias recentes...

era diariamente lido entre o calor do almoço e o calor do pôr-do-sol, meio ao ouvido meio em gesto, de acordo com as presenças na areia, não eram mais que 2 ou 3 espalhadas sabe-se lá onde, ás vezes nenhuma, a coisa intensificava-se...

o movimento das ondas misturava-se com o som das palavras numa interpretação ritmada de cada itálico e de cada parêntesis, palavras ditas na primeira pessoa... pré-aqueciam a noite...

tentou-se também a filosofia na alcova de marquês de sade mas a filosofia abafava a alcova... ficou-se por aí...

daqui a dois dias voltamos ao local do crime, que leitura irá ser levada?

fica aqui um bocado do opus...

«Então sempre é verdade. Tania está calva como uma águia, lisa como um ovo. Tudo o que ficou, como prova de que já existiu uma mata de pêlos nascentes, ali entre as suas pernas, foi um arranhar suave, quando se passa a mão a contra-pêlo. E não foi só a sua conazita que foi rapada... o cu seguiu o mesmo caminho, ou fizeram-no seguir... não que ali houvesse muito que rapar... (...) Abre as pernas o mais possível, deixa-se escorregar e ergue o vestido de forma a eu poder não só vê-la como também senti-la. Tem a mesma macieza do rosto... mais macio, aliás, porque na sua face ainda se pode ver uma leve penugem quando a luz incide directamente. (...)

Tania não se consegue manter quieta no meu colo. Mexe o cu de um lado para o outro, espreme-me a mão entre as suas coxas. Está outra vez com comichão na cona... sacar-lhe o tufo de pêlos não foi lá grande remédio para lhe acalmar os ardores. (...)

Tania está húmida entre as pernas. Agora não possui quaisquer cabelos para absorverem aqueles fluídos, diz ela... talvez tenha de pedir os meus emprestados... e cá vem ela direito às minhas calças, para apanhar uma mão-cheia. A cabra já nem pede as coisas, agarra o que pode, e exige aquilo em que não consegue pôr a mão. (...)

Tania aperta-me o pénis num anel mortal... só o deixará depois da vida o ter abandonado em golfadas. Mas, no que toca à sua cona, comporta-se como uma miúda com um brinquedo novo... tem de usar uma mão para a explorar, estando ao mesmo tempo a masturbar-me. (...)

Tania acocora-se, com as mãos a cobrir o sexo, observando-me enquanto me dispo. Quero que ela me chupe o caralho? pergunta ela. Não respondo. Oh, então devo querer meter o caralho... aqui! E fica de pernas abertas, os dois braços sobre a cabeça. Estou em cima dela antes de poder unir novamente as pernas, a verga numa mão e as calças ainda na outra... (...)

Outra coisa... quando não há uma pintelheira para a camuflar na sombra, foder parece um perigo mortal, literalmente. O meu mangalho não tem hipótese de entrar naquele minúsculo orifício sem o esfrangalhar todo... (...).

Estar a foder Tania nestas condições é como estar a foder uma miúda de liceu, se exceptuarmos o facto de que uma miúda de liceu nunca teria uma aparência tão nua. O meu ventre esfrega-se contra o dela, e a única coisa que encontra é a sua pele, nada mais. Entre as suas pernas não se encontra nada além da lubricidade, e um odor e um calor de forno de alta tensão. (...)

Envolve-me com as pernas, apoia-se com firmeza... e zás - cola-se a mim tão firme e suavemente como se fosse papel de parede. O meu pénis está enterrado nela à profundidade de um braço, e consegue finalmente arrancar-lhe um gemido. Então começa a manear-se, puxa-me a cabeça para baixo, e enfia a língua na minha boca. (...)

Não posso foder Tania só com o caralho... esta nudez é demasiado espantosa. Tenho de a sentir, brincar com ela, enfiar-lhe os dedos. Ponho ambos os braços à sua volta, debaixo do cu e entre as coxas, acariciando aquela nêspera aberta ao mesmo tempo que lhe encavo o marzápio. Titilo-lhe o olho do cu, aperto, belisco... por fim, sem tirar o mangalho, enfio também os dedos no "conillon". Tania acha magnífico... nem um olhar, nem uma palavra... rebola-se por todo o divã; está transformada num cesto de cobras vivas... Rolamo-nos um sobre o outro e ela nunca afrouxa as pernas quentes e nuas. Meti-lhe o pénis lá dentro e ela não dá hipóteses a que ele saia de lá. Somos um grande sucesso em ginástica. (...)

Os dois examinamos as covinhas que o cu dela faz... mas eu estou mais interessado naquela covinha entre as nádegas. Ajoelho-me por detrás de Tania e ela afasta as pernas quando sente o mangalho lá atrás...

"Mete-o! Mete o teu caralho no meu buraco pelado e giro, e fode-me..." Enfia a cabeça nos braços e a voz sai-lhe abafada: "Está todo rapado e pequenino... enquanto me estás a foder podes imaginar que ainda sou uma menina pequena..." (...)

Pela maneira como o seu recto se abre, podia pensar-se que Tania se contentava em ter ali dentro a cabeça de Johnny... mas ela quere-o todo, completo, e quere-o desesperadamente... Enterra-o todo, não se cansa de gritar... e lá lho enterro, nunca fui mesquinho com aquilo que tenho. (...)

Depois... acaba-se a conversa, dá gritos com uma esporradela no cu, e vem-se. Salta como se fosse um grito, comigo sempre encavado nela... Estou decidido a não lhe tirar o caralho do cu, mas por fim ela cai do divã e afasta-se... (...)

Ainda estou com tesão, e Tania faz-me festas na gaita para ma conservar. Está deitada de costas a manipular-me, de modo que vejo a esporra e a langonha a escorrerem-lhe da vaginazita rapada. Caldo de ostra...»

opus pistorum - frança entre as pernas - henry miller

sexta-feira, agosto 03, 2007

"Every woman has an itch and every nice girl secretly wants to switch"



breath control - recoil - liquid


"Who wouldn’t want a good girl, a soft hand, a gentle woman for a gentleman? He said, "It’s been fine so far but after a while I want more than a soft style. I want some slashes to go with those long eyelashes." And so the bedroom became the black room but a year later he wanted something more, something I wasn’t quite prepared for. He said, "Every woman has an itch and every nice girl secretly wants to switch.

I like how the skins look on your white hands. I’d like you to deliver one of my demands." He said, "Every woman has an itch and every nice girl wants to switch." He led me in and lit the room with a hundred candles and said "God never gives you more than you can handle."

I sat astride his chest, "It’s just a thrill," he said, as he relaxed on the dark, dark bed, "it’s just breath control." He whispered "Hold me here" and I did and his head fell back. He whispered "Press harder" and I did and his eyes rolled back. It’s just breath control. Just breath control.

I saw him go pale. I saw him seize up, I felt something creep up like a taste for this. Like a reward. A kind of love, a kind of lustmord. It was a minute then three then five then ten, he wasn’t coming up again. I held on for twelve. I saw him seize and thrash and twist and when he was still, I lifted away my wrists and looked at my hands and tried to understand. "It’s just a thrill" I said as he relaxed on the dark, dark bed. I sat aside his chest, "It’s just a thrill," he said, "just a thrill. It’s just breath control."

When it was over, I slipped off the skins and drowned them in the river where we used to swim and a year later in a shop, I was stopped by a man. He said, "I know you’re looking for something that’s hard to find and I think I have what you have in mind." And he led me to a glass case and looked deep into my face.... "It’s just control."



"A história de Liquid começa em 1994, ano em que decorreram os acontecimentos que o inspirariam. "Black Box" relata o que aconteceu: "The weather was absolutely perfect on this morning, so we could see everything very clearly. You knew that there had been a terrible eruption but you couldn’t see any machinery, you just see this collapsing ice". Um avião caíra perto do carro de Alan Wilder. "Black Box", que marca o início e o fim do álbum, recria o paradoxo entre a situação trágica e a impávida natureza, em que o chilrear dos passarinhos se mistura com o cheiro a combustível. O resto do álbum procura concretizar o que terá passado pela cabeça do piloto nos últimos 30 segundos da sua vida, quando a queda estava eminente."

joão oliveira

sexta-feira, julho 20, 2007

a cara dos sítios...


este projecto tem uma base simples, qual a cara dos habitantes de uma cidade?

a partir de fotografias de autóctone é criada uma cara masculina e uma feminina misturando as feições de todos, ficamos assim com um exemplo das fisionomias de um sítio

o método é completamente falível pois depende sempre do numero e da diversidade das amostras, mas o resultado é muito interessante

para veres de lisboa clica aqui

e do resto do mundo aqui

segunda-feira, julho 16, 2007

5 livros...



tenho sempre uma grande dificuldade em eleger "coisas" favoritas e muito mais "coisas" "da minha vida"...


não consigo assim tão linearmente catalogar as coisas que consumo, pois em alturas diferentes tem o que fica tem importancias diferentes, coisas que já ouvi, vi ou li há algum tempo tomam tamanhos diferentes ao longo dos anos, mesmo que nunca mais lhes toque...


em resposta ao desafio do melhor anjo, ficam aqui 5 leituras importantes, que aconselho a todos ler:

- o mundo de sofia | jostein gaarder
- mil novecentos e oitenta e quatro | george orwell

- morreste-me | josé luis peixoto

- opus pistorum | henrry miller

- o anjo mudo | al berto

não sou lá muito destas coisas, normalmente estes desafios morrem em mim, mas como tive um ultimato, aqui fica o prolongamento do desafio a mais cinco, cinco difíceis pois já quase todos os meus links responderam a este desafio...

- ao pessoal do sinal de alarme
- ao mmq
- ao mr. myshadow
- ao zep
- ao luís rijo


sexta-feira, junho 29, 2007

bom fim de semana...







este fim de semana vai ser assim... cheio... a continuação do principio da vingança veraneante desta primavera de destroços...

procura-se desenferrujar os dedos e a guitarra...

ir a um hotel eléctrico fazer sabe-se la o quê...

abraçar o cristo-rei de baixo com lisboa em frente...

largar tudo e correr nú com duas pedras nos bolsos, uma para cada lado do sol, que entre o dia e a noite há sempre um sol que se põe...

sexta-feira, junho 22, 2007

obsena #5


o quinto número da revista obescena já está disponivel aqui

agora tambem em papel...

terça-feira, junho 12, 2007

bons santos...


da oficina misturam-se os sons da musica popular e da pop music, lá em cima, daqui a pouco chama-se o povo com agulhas e discos... já vou...

boas borgas...


ehhehehhe, não resisti...

terça-feira, junho 05, 2007

segunda-feira, junho 04, 2007

o shortbus existe...






para quem gostou do shortbus e estiver a pensar ir a new york, aqui fica a morada do unisex salon 168 delancey st. new york, ny 10002...

não há de ser exactamente como no filme... mas...

quinta-feira, maio 17, 2007

etron fou leloublan...



uma banda dos tempos áureos precisamente a seguir aos primeiros pêlos do peito terem feito raiz, chegou até agora por cassete, consegui passar para mp3...

há algo de estranhamente genuíno nestes senhores... e eu gosto, claro



quarta-feira, maio 16, 2007

os madredeus estão na moda...



ontem arrancado da cama as 7:30 da madrugada rumo ao algarve acompanhado por mim próprio…

entre lá e cá, foram 6 horas de enlatado passadas num intermitente zapping à procura da antena 3, só ouço rádio quando sou obrigado a levar o carro da oficina e não consigo decorar números, a morada da antena 3 é um número, não encontrei…

curioso foi ter ouvi 5 musicas dos madredeus, uma das quais era esta “versão” da “o pastor” pelo boss ac, não consumo hip hop mas gostei da letra e da fusão, gostei desta…

parece que os Madredeus estão de novo na moda…

"E se eu escolher o meu caminho, será que me aceitas?"