"Let us not waste our time in idle discourse! (Pause. Vehemently.) Let us do something, while we have the chance! It is not every day that we are needed. But at this place, at this moment of time, all mankind is us, whether we like it or not. Let us make the most of it, before it is too late!"
não sei porquê mas sinto assim uma espécie de fúria pelo facto de os la fura dels baus irem dar um espectáculo em portimão e não virem mais perto daqui... penso que para um fã de portimão, se fosse ao contrário seria igual... enfim... azar...
Dia 8 | La Fura Dels Baus - "Naumaquia" Dia 9 | Mickael Carreira Dia 10 | Orishas Dia 11 | Camané Dia 12 | João Pedro Pais e Ricardo Azevedo Dia 13 | Jorge Palma Dia 14 | Da Weasel Dia 15 | Mafalda Veiga Dia 16 | Martinho da Vila Dia 17 | Just Girls
nas peças que não sejam infanto-juvenis, para além de crianças barulhentas, deveria ser proibida a entrada a pessoas que cheiram mal, pessoas que riem descontroladamente, pessoas que falam umas com as outras, pessoas que insistem em não desligar o telemóvel (sim... não basta apenas tirar o som... o bzzzzzz bzzzzzzz bzzzzzz da vibração também se ouve tal como a luz do ecrã aborrece muito), que comem coisas que fazem barulho tanto a serem comidas como ao serem retiradas do invólucro, pessoas que pensam ser aviadoras e que gostam de ocupar metade dos lugares dos vizinhos, pessoas com a cabeça grande de mais (estas podem ficar nas filas de trás) e pessoas constipadas... principalmente pessoas constipadas que para alem de conseguírem encaixar a tosse nas alturas mais inconvenientes e de fazerem ouvir a ranhoca a ser expelida 9 filas de cadeiras para cada lado, ainda obrigam as outras pessoas a imaginar que poderiam estar na presença do darth vader ... é claro que nestas alturas tudo o que estava proibido antes ainda fica mais proibido... numa pessoa constipada a sério fica tudo mais intenso, os sussuros já não são sussuros, os cheiros são piores, a cabeça incha, o comer das pastilhas é mais aflito... etc..etc...xiça
Como se aniquila o tempo? Como podemos prolongar este momento? Como posso morrer várias vezes e ter tanto prazer? Aniquila para anular, para tornar sem efeito a vida. Aniquila para destruir e transformar em nada. A destruição leva-nos a que tudo caia no vazio. A vida deixa de fazer sentido e aqui eles só têm uma alternativa, esperar pela morte. Depois tudo volta sempre ao início. Depois a vida volta sempre ao início, transformando-se num ciclo incompleto. Aniquila o tempo, aniquila a espera. Aniquila nunca será definitivo, porque ficará sempre qualquer coisa por aniquilar. Não consigo sentir o tempo. Aniquilo o tempo para não ter de me lembrar. Não te reconheço, mas não me consigo lembrar de te esquecer. A memória não é de confiança.
quando as pessoas passam muito tempo juntas tornam-se eremitas, juntam a solidão uns dos outros e transformam-na numa solidão ainda maior, marcam as posições relativas de cada um e a mudança faz-lhes espécie...
quando se afastam, ou passam muito tempo distantes, tornam-se mesquinhos, criam motins, conspiram uns contra os outros e perdem a razão da verdadeira razão que os juntou... criam espectativas desprovidas de sentido, magoam-se apenas pelo simples facto de estarem habituados ás suas companhias ou de terem medo de perder o conforto da constância, da rotina...
O projecto More of a Man, junta num só espectáculo dois solos recentes de André Murraças: Pour Homme (2004) e Um Marido Ideal (2005). Pensados como espectáculos isolados, na verdade as duas peças completam-se e fazem parte de um projecto que o encenador e dramaturgo tem vindo a desenvolver à volta do conceito de masculinidade enquanto representação em palco. Assim, se Um Marido Ideal é totalmente composto pelo texto homónimo de Oscar Wilde e conta com André Murraças sentado numa secretária, lendo excertos da peça, e assim reflectindo sobre o poder da representação teatral e da imagética da palavra; já Pour Homme é um solo sem palavras, composto por poses e posições associadas à representação do género masculino na História da Arte, quotidiano e publicidade. More of a Man (Um Marido ideal + Pour Homme) pretende apresentar as duas peças na mesma noite durante uma temporada, apenas separadas por um curto intervalo. Desta forma, o público terá ambos os tópicos deste projecto para reflectir: o lado espiritual masculino (Um Marido Ideal) de uma representação e o lado físico masculino (Pour Homme). A palavra e a imagem propostas em mais do que um homem. André Murraças voltará assim a abordar questões ligadas ao género e aos estereótipos masculinos, num espectáculo composto por dois solos de teatro que permitem fazer incursões nos universos da moda, da publicidade e procurar uma teatralidade relacionada com o género, num espectáculo que se debruça, ao fim ao cabo, sobre a performatividade de todos nós, em palco e na sociedade. É também a continuação do seu trabalho enquanto único criativo responsável pela concepção dos seus espectáculos, já iniciado no espectáculo As Peças Amorosas.
Eles esperam… os seus corações latejam com força, à espera de serem arrancados num segundo. Eles lutam defendendo o coração, tentando impedir que o peito seja atravessado pelo arranca-corações. Sentimos o som constante dos corações a bombear o sangue.
...aqui me apresento sem muito para dizer, 20 dedos, duas mãos, uma boca, um nariz, dois olhos castanhos, duas pernas, alguns cabelos brancos e pouco mais...