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quarta-feira, julho 23, 2008

you will not end up alone...


basta passar junto ao tejo, ou em alguns restaurantes badalados, ou mesmo em sitios com menos habitantes, para ver que esta prática se encontra bastante difundida no nosso pais, é ver carros, de alta cilindrada a apontar para o rio, verdadeiros bolides de amor desta prática tão rejuvenescedora que junta barrigas inchadas com mamas inchadas, rugas com botox, cabelos brancos com cabelos louros... etc...

faz-nos pensar que o amor não tem idade e que na vida nada tem fim... e que gerontifilia não é assim uma palavra muito difícil de dizer...

segunda-feira, novembro 26, 2007

tagus, o orgulho heterosexual e o gang-bang

a provocação da tagus está a resultar, aumentar a visibilidade para o produto (mesmo que ninguem o compre, mas isso é outra conversa)...

não quero prolongar muito mais o raciocínio, apenas atirar uma coisa para o ar...

ás vezes existem mesmo coisas parvas que não merecem assim muito esforço para para reagir, pois pode-se mesmo acabar por se estar a tomar posições extremistas que traem os próprios direitos que a custo se vão conquistando...

já agora vale a pena ver esta opinião "uma campanha alegre" no renas e veados...





entretanto já que por detrás disto tudo está uma cerveja, gostaria de dizer que tenho muita pena que a minha cerveja favorita não se encontre mais a venda em bares e afins, a pan-sexual tuborg 7.2






ps: pelo cartaz, os hetero são gajos e adeptos de gang-bang

ps1: confirmo que neste sábado, nas esquinas do clube, a tagus estava esgotada

terça-feira, julho 24, 2007

puta....





«(...)
A SRA. DE SAINT-ANGE, desfalecida -
Ai, que eu morro, porra!... Que gosto eu tenho em mexer no teu caralho ao mesmo tempo que me venho!,.. O meu desejo era que ele me inundasse de esporra!... Masturbai-me!... Chupai-me, com mil raios... Como eu gosto de fazer de puta quando o meu esperma se ejacula assim!... Pronto, não posso mais... Destes cabo de mim... Em toda a minha vida julgo não ter sentido tanto gozo.

EUGENIA - E que feliz eu estou de ter sido a causadora! Mas há mais uma palavra, amiga, que deixaste escapar e que eu não entendo. Que entendes pela expressão puta? Desculpa, sabes, mas estou aqui para me instruir.

A SRA. DE SAINT-ANGE - Desse modo são chamadas, minha linda, aquelas públicas vítimas do deboche do homem, sempre prontas a entregar-se às suas vontades e interesses; essas felizes e respeitáveis criaturas que a opinião pública difama, mas a quem a volúpia coroa e que, sendo muito mais necessárias à sociedade que as recatadas, têm a coragem de, para a servirem, sacrificarem a consideração que essa sociedade ousa arrebatar--Ihes injustamente. Vivam aquelas que se sentem honradas com este título. Elas é que são as mulheres verdadeiramente amáveis, as únicas realmente filósofas! No que me diz respeito, querida, há doze anos que trabalho para merecer esse título e asseguro-te que, em vez de com ele me ofender, antes me divirto. Mais ainda: gosto que me chamem assim ao mesmo tempo que um homem me fode; uma injúria que me pega fogo à cabeça.

EUGENIA - Ai, faço ideia, amiga; não me sentiria irritada se mo chamassem, e menos ainda se merecesse tal título; mas a virtude não se opõe a esses maus comportamentos, não a ofenderemos comportando-nos como nos comportamos?

DOLMANCÉ - Oh, Eugenia, renuncia às virtudes! Haverá algum sacrifício oferecido a essas falsas divindades que valha um minuto dos prazeres que se gozam quando as ultrajamos? Ora... a virtude é uma quimera cujo culto consiste só em perpétuas imolações, em revoltas sem número contra as inspirações do nosso temperamento. Poderão semelhantes movimentos ser naturais? Será que a natureza nos aconselha a que a ultrajemos? Não te deixes levar por essas mulheres a quem ouves chamar virtuosas, Eugenia. Elas, se assim o quiseres, não servem as mesmas paixões que nós servimos, mas têm outras e muitas vezes mais desprezíveis... São a ambição, o orgulho, os interesses particulares e até muitas vezes a simples frigidez de um temperamento que a nada as faz mover. Eu só pergunto se temos algum dever para com semelhantes criaturas. O que elas seguem não serão apenas as impressões do amor-próprio? Será melhor, mais inteligente, mais propositado sacrificar ao egoísmo ou sacrificar às paixões? Quanto a mim, acho que uma coisa vale a outra; e aquele que só escuta a voz das últimas tem certamente mais razão, pois ela é que é o autêntico órgão da natureza, ao passo que a outra é a voz da estupidez e do preconceito. Uma só gota de esporra ejaculada deste membro é para mim mais preciosa, Eugenia, que os mais sublimes actos de uma virtude que eu desprezo.

EUGENIA - (Tendo-se restabelecido uma certa calma durante essas dissertações, as mulheres, cobertas com suas vestias, encontram-se reclinadas sobre o canapé, sentando-se Dolmancé junto a elas, numa poltrona larga.)
(...)»
filosofia na alcova - Marquês de Sade - download do livro aqui


mulher da vida, cais do sodré