segunda-feira, novembro 21, 2005

Sigur Rós

















As virgens suicidas AminA foram um bom aperitivo para a noite mágica que aconteceu ontem no coliseu, Sigur Rós explodiram de gelo a noite chuvosa de lisboa, pouco mais há a dizer de tanta coisa que se sentiu num dos melhores concertos que já vi e que só sabe quem lá teve...

fica aqui um preâmbulo:



"Sigur Rós

20 de Novembro -Coliseu de Lisboa

O primeiro single de «Takk» chama-se «glósóli» e estará disponível para download a partir de 15 de Agosto. Poderá comprar-se a canção online, em formato mp3, através de um novo site oficial dos sigur rós, www.sigur-ros.is, que será lançado nesse mesmo dia.

Os Sigur Rós são maiores que a realidade. Ignoram fronteiras terrestres, marítimas ou aéreas, penetrando com a maior das displicências em dimensões paralelas, vedadas a nós, comuns mortais.

Os espectáculos dos Sigur Rós assemelham-se a rituais iniciáticos. Jón Birgisson é o génio e a voz iluminada que ora toca na guitarra, ora toca na alma do público com o seu arco de anjo caído, criando atmosferas, texturas e paisagens sonoras que remetem para a Islândia natal – país de gelo, duendes e do sol da meia-noite. Para além de Jón (Jonsi, para os amigos), Georg Holm (baixo) e Óvar Gunnarsson (bateria) formam a base deste triângulo equilatero, apontado para o Céu...

E como os idiomas já existentes não são suficientemente ilustrativos, orgânicos e melódicos, os Sigur Rós criaram uma linguagem própria, o “Hopelandish”, para melhor expressarem as suas emoções.

“Von”, o primeiro álbum, paradoxal embrião e compêndio de emoções adolescentes, à procura do caminho, ainda indeciso quando parado num cruzamento, mas já seguro do destino a atingir. “Agaetis Byrjún”, a banda sonora do Éden, imaculado como o gelo. "( )", o terceiro de 2002, o passo para o desconhecido, para o infinito, sem forma - apenas conteúdo - qual patamar derradeiro que nos separa da Perfeição. Foi com uma fiada de pérolas orquestrada nestes três álbuns - cuja duração média dos temas é da ordem dos oito minutos, sem refrões orelhudos ou uma estrutura clássica de canção – que os islandeses granjearam a unanimidade da crítica musical um pouco por todo o mundo, sem cederem um milímetro no seu conceito e estética musical.

Para nos deliciarmos ao vivo, em Novembro, no Coliseu dos Recreios (Lisboa). E para os mais desprevenidos: não se admirem se vos crescerem asas nas costas ou se sentirem a planar..."


fonte: coliseu dos recreios

1 comentário:

Monastero disse...

Aaaaaaaaaaah! Eu também estive lá!